Como é feita a sialometria
“Minha boca vive seca. Isso significa que produzo pouca saliva?”
Não necessariamente.
É possível sentir a boca seca e, ainda assim, produzir saliva dentro dos parâmetros adotados para o método utilizado. Também pode haver redução objetiva do fluxo salivar sem uma queixa intensa de secura bucal.
A sialometria transforma essa dúvida em uma medida objetiva.
O exame não é invasivo: a saliva produzida durante um período controlado é coletada, o volume é medido e o resultado é expresso, em geral, em mililitros por minuto (mL/min).
A avaliação é feita em repouso ou depois de estimular a produção de saliva pelas glândulas salivares. A comparação dessas respostas mostra como a salivação está funcionando e ajuda a diferenciar xerostomia, que é a sensação de boca seca, de hipossalivação, que é a redução objetiva da produção.
O que é sialometria?
Sialometria é a medição do fluxo salivar.
Na prática, a saliva é coletada durante um intervalo de tempo cronometrado, o volume é medido e dividido pelo tempo de coleta.
Como a sialometria chega ao resultado
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Coletar a saliva.
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Controlar o tempo.
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Medir o volume.
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Dividir o volume pelo tempo.
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Interpretar o resultado de acordo com o método e o contexto clínico.
Se uma pessoa produzir 6 mL em cinco minutos, por exemplo:
6 ÷ 5 = 1,2 mL/min.
Esse número informa quanto foi produzido. A interpretação depende do tipo de sialometria, do protocolo utilizado, das condições da coleta e da situação clínica da pessoa.
Para que serve a sialometria?
A principal pergunta respondida pelo exame é:
“Quanta saliva esta pessoa está produzindo?”
A sialometria verifica se existe uma redução objetiva do fluxo salivar, permite comparar a produção em repouso e sob estímulo e acompanhar os resultados ao longo do tempo quando houver indicação.
Mas a sialometria não explica sozinha por que a produção está baixa.
Medicamentos, hidratação, respiração bucal, alterações das glândulas salivares, condições sistêmicas, tratamentos médicos e outros fatores podem participar do quadro. Por isso, os resultados da sialometria precisam ser interpretados junto com a história clínica e os demais achados da avaliação.
Xerostomia e hipossalivação não são a mesma coisa
Essa diferença é essencial para interpretar o exame corretamente.
| Situação | O que significa | Como a sialometria ajuda |
|---|---|---|
| Xerostomia | Sensação subjetiva de boca seca | Mostra se a sensação está ou não acompanhada de fluxo objetivamente reduzido |
| Hipossalivação / hipossialia | Produção salivar objetivamente reduzida | Quantifica o fluxo |
| Fluxo preservado | Produção dentro dos parâmetros adotados para o método | Mostra que a sensação de secura pode precisar de outra explicação |
A pessoa pode sentir a boca muito seca e apresentar uma produção salivar quantitativamente preservada. Também há pessoas com uma redução objetiva do fluxo sem uma queixa intensa de secura.
O sintoma é real em ambos os casos. A sialometria acrescenta uma informação objetiva à investigação.
Veja também a explicação específica sobre xerostomia e hipossalivação.
Como é feita a sialometria, passo a passo?
Embora existam diferentes protocolos, a lógica geral é semelhante.
1. Preparação
Comida, bebida, tabagismo, higiene bucal, horário do dia e outros estímulos podem modificar temporariamente a salivação.
Por isso, o preparo deve seguir o protocolo que será utilizado.
No Protocolo Halitus, orienta-se evitar comer, beber, fumar e realizar a higiene bucal por aproximadamente 60 a 90 minutos antes da coleta. Uma declaração clínica MASCC/ISOO voltada a pacientes oncológicos também reforça a necessidade de padronizar as condições antes da medição.
Para comparar exames ao longo do tempo, as condições de coleta devem ser mantidas semelhantes e, sempre que possível, as coletas devem ser realizadas no mesmo horário.
2. Coleta
A pessoa permanece sentada, com os olhos abertos e a saliva é recolhida em um recipiente apropriado.
Dependendo da modalidade, a coleta ocorre sem estímulo ou com um estímulo mecânico ou gustatório.
3. Cronometragem
No Protocolo Halitus, as coletas são realizadas durante cinco minutos.
4. Medição
Ao final, mede-se o volume produzido.
Quando existe espuma, a técnica de sialometria Halitus utiliza um antiespumante para incorporá-la à leitura do volume, evitando simplesmente descartá-la. O antiespumante deve ser adicionado somente após a análise da coloração e da turbidez da saliva coletada.
5. Cálculo
O volume é dividido pelo tempo de duração do teste para obter o fluxo em mL/min.
6. Interpretação
O resultado é comparado aos parâmetros do protocolo utilizado e analisado em conjunto com os sintomas, exame bucal e extrabucal, medicamentos utilizados, condições de saúde e demais informações relevantes.

Como é feita a sialometria em repouso?
A sialometria em repouso mede a quantidade de saliva produzida espontaneamente, sem nenhum estímulo.
No Protocolo Halitus, a pessoa permanece sentada, engole a saliva acumulada antes de começar, inclina a cabeça para frente, evita falar e movimentar os lábios e as bochechas e deixa a saliva escorrer passivamente para o tubo receptor de saliva durante cinco minutos.
Ao final dos cinco minutos, se ainda houver saliva na boca, a pessoa deve cuspi-la no tubo receptor. Em seguida, o volume é medido e dividido por cinco.
Esse teste procura responder:
“Quanta saliva a boca produz espontaneamente, sem mastigação ou sabor estimulando as glândulas?”
Como é feita a sialometria sob estímulo mecânico?
Na modalidade mecânica, o objetivo é observar como as glândulas respondem à mastigação.
No Protocolo Halitus, utiliza-se o Silicone 502 Halitus, desenvolvido para padronizar o estímulo mastigatório.
A pessoa mastiga o silicone inicialmente durante um minuto e, em seguida, após engolir a saliva, inicia-se a coleta cronometrada, mantendo a mastigação e cuspindo no recipiente toda a saliva produzida sempre que a boca encher de saliva, para evitar ficar interrompendo o teste a todo momento para cuspir. No protocolo descrito, essa coleta dura cinco minutos.
Ao final, o volume é medido e convertido em mL/min.
O tipo de estímulo utilizado também importa. No capítulo 9 do livro Bom Hálito e Segurança!, é descrito um teste comparativo realizado com 84 pacientes entre os silicones 200 e 502. O Silicone 502 apresentou maior produção em 70,24% dos participantes e, naquele teste, produziu em média 9,7% mais saliva que o Silicone 200.
Esse dado tem um alcance específico: ele compara dois materiais naquele teste clínico. Não significa que qualquer resultado obtido com o Silicone 502 possa ser comparado diretamente com valores de estudos que utilizaram outros estímulos.
E a sialometria com estímulo gustatório?
Estímulos gustatórios são usados para aumentar a secreção salivar.
No Protocolo Halitus, a sialometria com estímulo gustatório é realizada com o Halitus Hidrat Gotas. O objetivo é avaliar como as glândulas salivares respondem a um estímulo gustatório mais intenso, especialmente quando os fluxos em repouso e sob estímulo mecânico estão reduzidos.
Essa utilização foi avaliada em pesquisa publicada em 2022 com 74 adultos jovens saudáveis. No estudo, o fluxo salivar médio foi de 3,44 mL/min com o estímulo gustatório, comparado a 1,46 mL/min com o estímulo mecânico e 0,30 mL/min sem estímulo.
O estímulo gustatório com o Halitus Hidrat Gotas produziu a maior quantidade média de saliva entre os três métodos avaliados.
Esses resultados demonstram a eficácia do estímulo gustatório utilizado no estudo para aumentar a produção salivar naquela população. Eles não devem ser transformados em expectativa individual nem em valor universal de normalidade.
O tipo de estímulo gustatório utilizado também importa. Em um teste comparativo da própria produção salivar do Dr. Maurício Conceição, o Halitus Hidrat Gotas, formulado com ácido cítrico e ácido málico, produziu 62% mais saliva do que uma solução manipulada de ácido cítrico a 2%.
A resposta ao estímulo gustatório orienta o prognóstico do tratamento
Quando a produção de saliva em repouso e durante a mastigação está muito baixa, surge uma pergunta importante: as glândulas ainda conseguem responder bem a um estímulo mais intenso?
No Protocolo Halitus, essa resposta é avaliada pela sialometria com estímulo gustatório.
Se a quantidade de saliva aumenta de forma expressiva diante do estímulo gustatório, isso indica que as glândulas preservam uma boa capacidade de resposta e que o prognóstico, isto é, a perspectiva de resposta ao tratamento, é mais favorável.
Quando a resposta ao estímulo gustatório também é pequena, isso indica uma menor capacidade de resposta, e a perspectiva de aumento da produção salivar tende a ser menos favorável.
Por isso, nesse contexto, o teste é utilizado no Protocolo Halitus como um teste preditivo, isto é, uma avaliação usada para estimar a possibilidade de resposta ao tratamento. Ele orienta o prognóstico, mas não garante um resultado individual.
Essa interpretação clínica está descrita em:
Conceição MD. Boca seca: causas, consequências, como identificar e tratar. In: Confie no seu hálito: manual para ter um hálito agradável e se sentir confiante. 2ª ed. Campinas, SP: [s.n.]; 2024.

Os três tipos medem a mesma coisa?
Todos medem fluxo salivar, mas respondem a perguntas diferentes.
| Modalidade | O que observa | Em linhas gerais |
|---|---|---|
| Repouso | Produção espontânea | Coleta sem estimular as glândulas |
| Estímulo mecânico | Resposta à mastigação | Mastigação padronizada + coleta cronometrada |
| Estímulo gustatório | Resposta ao sabor | Estímulo gustatório padronizado + coleta cronometrada |
Essa diferença também explica por que não é correto comparar números de protocolos distintos sem verificar como a saliva foi coletada e estimulada.
Qual é o valor normal da sialometria?
Essa pergunta parece pedir um único número, mas a resposta exige contexto.
Não existe um único valor universal aplicável da mesma maneira a todos os métodos de sialometria e a todas as pessoas.
Uma grande revisão de estudos publicada recentemente reuniu dados de mais de 3 mil adultos saudáveis. Em média, essas pessoas produziram:
- 0,82 mL/min para o fluxo salivar em repouso;
- 1,48 mL/min para o fluxo salivar estimulado.
Esses valores ajudam a entender quanto de saliva costuma ser produzido em pessoas saudáveis, mas não funcionam como um único limite universal para definir se uma pessoa tem ou não hipossalivação.
Isso acontece porque uma média encontrada em estudos não é a mesma coisa que um valor de referência usado em um protocolo clínico. Além disso, diferentes formas de coleta e de estímulo podem produzir resultados diferentes.
Por isso, o resultado da sialometria deve ser interpretado junto com a história clínica, a queixa de boca seca, o grau de desconforto, os medicamentos em uso, as condições de saúde, as características da saliva e os demais achados da avaliação.
No Protocolo Halitus, o tratamento é individualizado e considera não apenas o valor do fluxo salivar, mas também os sintomas, as causas envolvidas e o impacto do problema na vida da pessoa.
A média descreve o comportamento de um grupo. Já um ponto de corte é usado para identificar uma alteração, enquanto uma faixa de referência adotada por um protocolo clínico pode ter finalidade própria de classificação e acompanhamento.
Como a revisão reuniu estudos realizados com diferentes métodos, o valor de 1,48 mL/min para o fluxo estimulado não deve ser interpretado como o resultado esperado especificamente para a sialometria mecânica do Protocolo Halitus.
Faixas utilizadas no Protocolo Halitus/ABHA
O Protocolo Halitus utiliza faixas provenientes de uma padronização clínica da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), registrada em 2009 e incorporada à prática da Clínica Halitus.
Esses valores foram construídos como parâmetros clínicos de trabalho. Na experiência que embasou essa padronização, buscou-se identificar as faixas associadas a melhores condições de conforto, função e qualidade de vida para os pacientes.
Isso não transforma esses números em fronteiras biológicas universais.
| Fluxo | Classificação adotada |
|---|---|
| 0,00–0,09 mL/min | Assialia |
| 0,10–0,29 mL/min | Hipossalivação |
| 0,30–0,60 mL/min | Faixa ideal no Protocolo Halitus |
| Fluxo | Classificação adotada |
|---|---|
| 0,00–0,049 mL/min | Assialia |
| 0,05–0,50 mL/min | Hipossalivação severa |
| 0,51–0,90 mL/min | Hipossalivação moderada |
| 0,91–1,19 mL/min | Hipossalivação leve |
| 1,20–2,50 mL/min | Faixa ideal no Protocolo Halitus |
O ponto essencial é interpretar cada resultado sabendo qual técnica foi utilizada, qual estímulo foi empregado, em que condições a coleta ocorreu, qual referência está sendo adotada e qual pergunta clínica se pretende responder.
O número orienta. O tratamento é individualizado.
Os valores de referência são importantes, mas não tratamos uma tabela: tratamos uma pessoa.
Duas pessoas com o mesmo fluxo podem apresentar sintomas, causas, condições de saúde e necessidades completamente diferentes.
Também existem pessoas que sentem muita boca seca mesmo com fluxo quantitativamente preservado.
Por isso, no Protocolo Halitus, a interpretação e o tratamento são individualizados.
O profissional considera o valor da sialometria junto com fatores como sensação de boca seca, conforto e qualidade de vida, capacidade de falar, mastigar e engolir, características da saliva, hidratação, medicamentos, respiração bucal e ronco, condições sistêmicas ou glandulares, saúde dos tecidos bucais e a evolução dos sintomas e do fluxo salivar ao longo do tratamento.
O objetivo não é simplesmente fazer um número subir.
O objetivo é obter a melhor função salivar possível para aquela pessoa, reduzir desconfortos, proteger os tecidos bucais e melhorar sua qualidade de vida.
Quando não é possível normalizar completamente a produção, ainda pode haver benefício em reduzir os sintomas, proteger os tecidos da cavidade bucal e minimizar os fatores que agravem o quadro.
O que significa uma sialometria baixa?
Significa que o fluxo salivar ficou abaixo da referência adotada para aquele método.
Isso caracteriza hipossalivação quando o valor está abaixo do ponto de corte adotado pelo protocolo, mas ainda falta responder:
“Por quê?”
A investigação pode considerar medicamentos, hidratação, respiração bucal, alterações glandulares, condições sistêmicas, doenças autoimunes, tratamentos médicos e outros fatores.
A sialometria responde quanto está sendo produzido.
A avaliação clínica procura descobrir por que e o que fazer com essa informação.
E se minha boca está seca, mas a sialometria está normal?
Isso é possível.
Quando a pessoa sente a boca seca, mas o fluxo medido está dentro dos parâmetros adotados, existe uma xerostomia sem hipossalivação objetiva.
O resultado não significa que o desconforto seja imaginário.
Respiração bucal, ronco, medicamentos, hidratação, composição e viscosidade da saliva, produtos irritantes e outros fatores podem participar da sensação.
Essa distinção evita dois erros: considerar que toda boca seca é pouca saliva; ou considerar que, se o fluxo está preservado, a queixa não merece investigação.
Pouca saliva pode contribuir para o mau hálito?
Sim.
A saliva participa da lubrificação, da proteção e da autolimpeza da boca. Quando o fluxo salivar diminui, isso favorece as condições que facilitam o acúmulo de biofilmes e tornam o hálito mais instável.
Mas pouca saliva não é sinônimo de mau hálito e não deve ser interpretada como uma causa única. Essa relação é aprofundada em boca seca pode causar mau hálito?.
É possível fazer sialometria em casa?
Existem formas de acompanhamento domiciliar orientado, inclusive com Kit de Sialometria individual Halitus.
Mas é importante separar duas coisas: medir e interpretar.
Com orientação adequada, a pessoa pode coletar e medir o volume. Isso não significa que consiga identificar sozinha a causa de um fluxo reduzido ou definir o tratamento adequado.
A medição domiciliar pode ser útil para acompanhamento quando indicada. Não deve virar autodiagnóstico nem checagem repetitiva sem finalidade clínica.
Quando procurar avaliação profissional?
Procure avaliação profissional quando a sensação de boca seca for frequente ou intensa; houver dificuldade para falar, mastigar ou engolir; existir suspeita de baixa produção; houver uso de medicamentos que possam alterar o fluxo; surgirem alterações bucais recorrentes; medições repetidas mostrarem valores baixos; ou a causa não estiver clara.
A sialometria acrescenta um dado objetivo. A decisão clínica depende do conjunto.
A técnica Halitus de sialometria foi publicada?
Sim.
Maurício Conceição, Luciana Marocchio e Rosiene Fagundes publicaram em 2006 o artigo “Técnica de sialometria para uso na prática clínica diária”, descrevendo uma técnica voltada à aplicação clínica da medição salivar.
Em 2022, Medeiros e colaboradores, incluindo Maurício Conceição, publicaram estudo comparando três modalidades de sialometria em 74 adultos jovens saudáveis.
Esse histórico permite apresentar o Protocolo Halitus em seu contexto próprio, com técnica, instrumentos e parâmetros específicos, sem confundir seus valores com médias encontradas na literatura.
Em resumo
A sialometria transforma a produção de saliva em um dado mensurável.
A lógica é simples:
coletar → cronometrar → medir → calcular → interpretar.
Ela avalia a produção em repouso, a resposta à mastigação e a resposta ao estímulo gustatório.
Sua contribuição mais importante é separar duas situações que frequentemente são confundidas:
sentir boca seca
e
produzir pouca saliva.
E, quando existe alteração, o resultado deve orientar uma investigação individualizada.
O número orienta a conduta, mas precisa ser interpretado junto com os sintomas, a história clínica e a qualidade de vida da pessoa.
Sente a boca seca com frequência?
A sensação de secura nem sempre significa baixa produção de saliva. Entenda o que é boca seca e quais informações ajudam a investigar a queixa.
Perguntas frequentes sobre sialometria
Clique no símbolo + para ler as respostas.
O que é sialometria?
É a medição do fluxo salivar, normalmente expressa em mililitros de saliva produzidos por minuto.
Como é feita a sialometria?
A saliva é coletada durante um período cronometrado, o volume é medido e dividido pelo tempo do teste, para calcular o fluxo em mL/min.
A sialometria dói?
Não. É uma avaliação não invasiva baseada na coleta da própria saliva.
Quanto tempo dura?
No Protocolo Halitus, as sialometrias em repouso e com estímulo mastigatório duram cinco minutos cada e a sialometria com estímulo gustatório dura 1 minuto.
Qual é o valor normal da sialometria?
Depende do método e da referência utilizada. O Protocolo Halitus/ABHA trabalha com faixas clínicas próprias, enquanto estudos recentes mostram médias populacionais diferentes. Esses números orientam a interpretação, mas não substituem a avaliação individualizada.
Xerostomia e hipossalivação são a mesma coisa?
Não. Xerostomia é a sensação subjetiva de boca seca. Hipossalivação é a redução objetiva do fluxo salivar.
Posso sentir a boca seca e produzir saliva normalmente?
Sim. Essa é uma das razões para usar a sialometria na diferenciação entre a sensação de boca seca e a redução objetiva do fluxo salivar.
Uma sialometria baixa mostra a causa da boca seca?
Não. Ela mostra a redução do fluxo salivar dentro da referência adotada. A causa precisa ser investigada.
Posso repetir a sialometria para acompanhar o tratamento?
Sim, quando houver indicação. Avaliações seriadas são mais comparáveis quando as condições de coleta são padronizadas.
É possível fazer sialometria em casa?
Há opções para acompanhamento domiciliar orientado. Medir o volume, porém, não substitui a interpretação clínica.
Referências
Este conteúdo foi elaborado com base nas obras, estudos científicos e materiais técnicos listados a seguir.
- da Silva JR; Marques RCR; Nunes FPS; Lima AA; Heller D; Stefani CM; Dame-Teixeira N. What Is the Normal Salivary Flow Rate in Healthy Adults? A Systematic Review with Meta-Analyses. JDR Clinical & Translational Research. 2026. 11. 2. 117–132. DOI 10.1177/23800844251336205.
- Hong C; Epstein JB; Jensen SB; Gueiros LA; van Leeuwen SJM; Kandwal A; Vissink A; Elad S. MASCC/ISOO Clinical Practice Statement: Clinical assessment of salivary gland hypofunction and xerostomia in cancer patients. Supportive Care in Cancer. 2024. 32. 8. 551. DOI 10.1007/s00520-024-08691-0.
- Conceição MD; Marocchio LS; Fagundes RL. Técnica de sialometria para uso na prática clínica diária. Revista da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas. 2006. 60. 5. 350–354.
- Medeiros MG; Aguiar MCA; Conceição MD; Souza OSL; Seabra EJS; Sá JC. Análise salivar por meio de diferentes técnicas de sialometria utilizadas em adultos jovens saudáveis. RSBO. 2022. 19. 2. 352–358. DOI 10.21726/rsbo.v19i2.1876.
- Conceição MD. Bom Hálito e Segurança! Metas essenciais no tratamento da halitose. Arte em Livros. 2013. 1. 978-85-65190-04-6.
- Conceição MD. Boca seca: causas, consequências, como identificar e tratar. In: Conceição MD. Confie no seu hálito: manual para ter um hálito agradável e se sentir confiante. 2ª ed. Campinas, SP: [s.n.]; 2024.