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Cirurgia de amigdalas para cáseos amigdalianos e mau hálito

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Nesse artigo eu vou te trazer informações sobre quando a cirurgia de amigdalas é indicada, quais os seus riscos e o tipo de cirurgia mais indicada atualmente. Eu sou o Dr. Maurício Conceição e todas as informações que vou te passar nesse texto são baseadas em artigos científicos recentes e em minha experiência clínica, há mais de 20 anos tratando pacientes com queixa em ter cáseos amigdalianos.

Esse é o quinto e último texto da série sobre os cáseos amigdalianos que preparei pra você, com o terceiro caminho seguro e confiável para prevenir, diminuir ou interromper a formação de cáseos amigdalianos, que é a cirurgia de amígdalas. Nesse texto vou explicar porque existem casos em que os cáseos amigdalianos continuam a se formar, apesar do uso do Kit de Produtos Halitus ou do tratamento das causas da formação dos cáseos com um profissional qualificado. Nesses casos, que são raros, a cirurgia das amígdalas pode ser necessária.

A amígdala é um órgão linfoepitelial, com importante função imunológica de defesa, especialmente até os 10 anos de idade, e que a princípio, deve ser preservada. E com base nesse princípio a empresa Halitus buscou métodos conservadores simples e baratos, que podem ser utilizados pela própria pessoa que sofre com os cáseos amigdalianos, a fim de inibir ou diminuir a sua formação.

LIMITES DE USO DO ENXAGUATÓRIO HALITUS

Mesmo que o Enxaguatório Halitus e os produtos para higienização da língua estejam sendo utilizados corretamente, os resultados em diminuir ou evitar a formação de cáseos podem não ser de 100%.

Existem dois fatores que podem influenciar que os cáseos amigdalianos continuem a se formar:

- o grau de severidade da tonsilite ou amigdalite caseosa;

- e as características anatômicas das amígdalas, que podem impedir ou dificultar que o Enxaguatório Halitus entre nas criptas amigdalianas.

Na amigdalite caseosa leve, o Kit de Produtos Halitus deve ter um resultado muito satisfatório, pois a frequência na formação de cáseos não é grande e nem a profundidade das criptas.

Já na amigdalite caseosa severa, na qual a formação dos cáseos é intensa e as criptas são profundas, o resultado esperado é pior, ainda que o uso do enxaguatório deva ser tentado antes de opção cirúrgica das amígdalas.

Veja aqui a profundidade de uma cripta amigdaliana contendo um cáseo, em que foi feito um corte histológico das amígdalas pós extração. Nesse caso, devido à considerável profundidade da cripta, o enxaguatório Halitus poderá ter uma maior dificuldade em produzir os efeitos desejados do que em criptas menos profundas.

Cripta Amigdaliana com Caseo dentro

Resumindo, antes de pensar em extrair as amígdalas sempre opte por uma dessas 2 soluções conservadoras: o uso do Kit de Produtos Halitus ou o Tratamento com um profissional qualificado.

Caso a formação dos cáseos amigdalianos persista, mesmo com o uso adequado dos produtos Halitus, recomendamos fazer o tratamento com um profissional qualificado, para que as causas dessa formação sejam tratadas.

Entretanto, se ainda assim a formação de cáseos persistir, que pelas estatísticas da Clínica Halitus são cerca de 2% dos casos, provavelmente as criptas amigdalianas são profundas, dificultando que os produtos alcancem o local onde os cáseos amigdalianos se formam.

Nesse caso, só a cirurgia das amígdalas resolverá definitivamente a formação de cáseos. Ainda assim, procure um otorrinolaringologista experiente e de confiança, pois já tive casos de pacientes em que os cáseos persistiram em se formar mesmo após a cirurgia ter sido executada. Em um desses casos sobrou um remanescente das amígdalas e no outro, as amígdalas foram retiradas em excesso, ficando um pequeno orifício em seu lugar, onde os cáseos se formavam.

RISCOS DA CIRURGIA DE AMÍGDALAS:

Muitos otorrinos hoje preferem manter as amígdalas, recomendando a cirurgia apenas quando houver indicação, pois como qualquer cirurgia, este é um procedimento com riscos, especialmente os riscos da anestesia geral e a hemorragia durante ou após o procedimento. Além disso, nem todo convênio cobre a cirurgia e se o paciente retirar as amígdalas para resolver o problema do mau hálito, muitas vezes será perda de tempo, pois o mau hálito crônico normalmente não vem dos cáseos e é muito comum que as amígdalas sejam retiradas e o mau hálito persista. Nesse caso, se o paciente tivesse utilizado o Kit de Produtos Halitus e feito o tratamento com um profissional qualificado, possivelmente teria evitado a cirurgia, além de controlar o mau hálito.

A cirurgia total das amigdalas é conhecida por amigdalectomia ou tonsilectomia e a cirurgia parcial é conhecida por amigdalotomia, tonsilotomia ou amigdalectomia parcial.

Segundo as diretrizes da Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, atualizada em 2019, as duas indicações mais comuns de amigdalectomia para crianças e adolescentes são as infecções recorrentes da garganta, com diversos episódios por ano e os distúrbios respiratórios obstrutivos do sono, especialmente nos casos de amígdalas grau IV, que ocupam entre 75 a 100% do espaço orofaríngeo, dificultando a respiração.

A tonsilectomia é um procedimento cirúrgico com riscos da anestesia geral, dor de garganta prolongada, além dos custos financeiros e uma complicação comum da amigdalectomia é o sangramento durante ou após a cirurgia.1

Os dados de pesquisas sobre as indicações da cirurgia de amigdalas em adultos são bem mais escassos.  Entretanto, um estudo de 2009 com 361 pacientes adultos, investigou as indicações para cirurgia de amigdalas e as complicações pós-operatórias.2

Ou resultados desse estudo indicaram que:

- 57% dos pacientes fizeram a cirurgia devido à infecção crônica recorrente das amígdalas;

- 27% devido à obstrução das vias aéreas superiores, devido à hipertrofia amigdaliana;

- E 16% dos pacientes fizeram a cirurgia por suspeita de câncer.2

Com relação às complicações pós-operatórias, estas ocorreram em 15% dos casos, sendo a mais comum a hemorragia, em 5% dos pacientes, seguida de desidratação em 4% dos pacientes, a hospitalização além de 24 horas em 5% dos casos, os atendimentos de emergência por dor e desidratação em 4% dos pacientes, e a readmissão para controle da dor em 5% dos casos.2

Em um estudo de 2014 em que foi feita uma análise da prevalência de complicações comuns da amigdalectomia em 36.210 adultos, os resultados sugerem que dos pacientes adultos que se submetem a uma tonsilectomia, 20% terão uma complicação, 10% irão visitar um pronto socorro e aproximadamente 1,5% serão internados em um hospital dentro dos 14 dias após a cirurgia. Do total dos pacientes, seis por cento foram tratados para hemorragia pós-operatória, 2% para desidratação e 11% para dor otorrinolaringológica, nos 14 dias após a realização da cirurgia.3

SE VOCÊ OPTAR PELA CIRURGIA, O PRÓXIMO ESTUDO PODE TE INTERESSAR.

Uma revisão sistemática de 2018 buscou avaliar a literatura atual sobre a eficácia e os eventos adversos da amigdalotomia, ou amigdalectomia parcial, que é uma intervenção cirúrgica alternativa à remoção total das amígdalas, em que é feita apenas a remoção parcial das amígdalas, em comparação à amidalectomia em adultos, em que é feita a remoção total das amígdalas.

A tonsilotomia é realizada principalmente sob anestesia geral, mas também pode ser realizada sob anestesia local.5 Os resultados do estudo sugerem  que a eficácia da amigdalotomia e amigdalectomia em adultos é igual e que a amigdalotomia é preferível em termos de dor, uso de analgésicos, satisfação do paciente, tempo de operação e complicações pós-operatórias, pois as hemorragias no pós-operatório foram mais frequentes após a amigdalectomia.5

Então, se optar pela cirurgia de amigdalas, a amigdalectomia parcial ou amigdalotomia pode ser uma boa escolha.

As referências aos artigos científicos mencionados você encontrará na descrição desse vídeo.

Resumindo: a cirurgia de amígdalas deve ser realizada após ter tentado as soluções conservadoras para os cáseos amigdalianos, que são o uso do Kit de Produtos Halitus e o tratamento das causas da formação dos cáseos amigdalianos com um profissional qualificado. Se após essas 2 etapas os cáseos continuarem a se formar, provavelmente a anatomia das suas criptas amigdalianas não permitem um bom resultado com o uso do Kit de produtos Halitus, ainda que as causas da sua formação tenham sido tratadas.

Se tiver dúvidas ou dificuldades, entre em contato pelo whatsapp 19 97404-1082.

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E assim chegamos ao último texto da série de 5 textos que preparei pra você sobre os cáseos amigdalianos.

Se quiser assistir esse assunto em vídeo, acesse o link Cirurgia de Amígdalas para Cáseos Amigdalianos e Mau Hálito.

REFERÊNCIAS AOS ESTUDOS CITADOS NESSE TEXTO:

1-   Mitchell, R. B. et al. (2019) ‘Clinical Practice Guideline: Tonsillectomy in Children (Update)’, Otolaryngology–Head and Neck Surgery, 160(1_suppl), pp. S1–S42. doi: 10.1177/0194599818801757.

2- Hoddeson EK, Gourin CG. Adult tonsillectomy: current indications and outcomes. Otolaryngology--head and neck surgery : official journal of American Academy of Otolaryngology-Head and Neck Surgery. 2009;140(1):19-22.

3- Seshamani M, Vogtmann E, Gatwood J, Gibson TB, Scanlon D. Prevalence of complications from adult tonsillectomy and impact on health care expenditures. Otolaryngology--head and neck surgery : official journal of American Academy of Otolaryngology-Head and Neck Surgery. 2014;150(4):574-81.

4- Wong Chung J, van Benthem PPG, Blom HM. Tonsillotomy versus tonsillectomy in adults suffering from tonsil-related afflictions: a systematic review. Acta oto-laryngologica. 2018;138(5):492-501.

Fonte da imagem da cripta: Patrocinio LG, Patrocinio JA. Estudo da histologia das tonsilas palatinas após aplicação da criptólise a laser de CO2. Arq Otorrinolaringol 2004;8(2):97-103.

Sobre o autor

Dr. Maurício Duarte da Conceição - CRO SP: 34.205
- Cirurgião Dentista, proprietário da Clínica Halitus, com 6 mil tratamentos de halitose realizados pessoalmente e da Empresa de Produtos Halitus, desenvolvidos para auxiliar o diagnóstico e tratamento da halitose e boca seca
- Pós-graduado em Halitose (Especialização) pela São Leopoldo Mandic - Campinas / SP
- Mestre em Psicologia pela Universidade São Francisco - Itatiba / SP
- Membro fundador e ex-presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA)
- Autor do livro Bom Hálito e Segurança! Metas Essenciais no Tratamento da Halitose, publicado em Português e em Espanhol, a mais completa obra já publicada sobre o tratamento do mau hálito
- Palestrante em Congressos Nacionais e Internacionais e autor de artigos científicos publicados no Brasil e no exterior, nas áreas de Halitose e Boca seca 
- Especialista de Dentística Restauradora pela USP - Bauru / SP

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